26 de novembro de 2012

BEFORE SUNSET


Toda aquela expectativa finalmente se transformava em realidade. Parecia mentira mas era verdade. E a gente estava de fato tão empolgado, excitado, animado porque finalmente depois de tanto tempo, tantas promessas, tanta distância aquele plano finalmente ia ser executado. Eu imaginei esse reencontro de tantas maneiras, mas obviamente eu não brinquei de "e se" o suficiente.

Nunca brincou de "e se"? Então você não é tão paranoico (a) como eu sou. Mas eu te explico como funciona esse joguinho delicioso: - você fica fazendo suposições alucinadamente, sempre colocando um "e se", no começo das frases? Exemplo: E se ele brigar comigo porque expus a intimidade dele? E se ele vier com um papo de relembrar os velhos tempos? E se você travar na hora?...

A verdade é que por mais íntima que você pensa ser de uma pessoa virtualmente, na hora do "olhos nos olhos", quando finalmente você sai da frente da tela do computador e vê a pessoa na sua frente, cara a cara...A timidez resolve te dá um olá, o trânsito resolve te desestabilizar, o calor resolve te fritar...Mas bem lá no fundo, não há timidez, trânsito, calor, atraso, nada que tire o brilho desse momento. (Eu continuo te achando blasé, reservado, um mundo misterioso a ser descoberto, não à toa que eu te chamo de Pedro (de pedra), mas esse é o seu jeito e eu posso lidar com isso). O que importa era que eu queria, você queria e queríamos tanto que não tinha como dar errado!

No começo eu me senti mais ou menos como Jesse e Celine (o casal de Antes do Amanhecer)  quando se reencontram em Paris depois de alguns anos sem se ver. É perceptível a alegria do encontro mas também pode se tatear o ligeiro desconforto de perceber que se perdeu a intimidade e o timing com alguém que se gostava tanto. Por quê?

Depois eu fiquei muito feliz de perceber que ao contrário de Jesse e Celine eu não tinha mais nada a questionar, reclamar, exigir. A gente tinha sim era um estoque de papo furado, figurinhas para trocar e lugares bacanas para ver. Foi bom perceber que os sentimentos se transformaram ao longo do tempo. Que tudo se transformou em uma amizade pura, simples, cheia de respeito e consideração. Afinal, por que você trataria mal alguém que te trouxe tanta coisa boa ao longo do tempo? Ah, ressalto que sou uma pessoa trabalhada no humor negro e ácido, mas assim, nada pessoal.

Então, assim como Jesse e Celine, tínhamos um horário para dar tchau. E citando uma frase da jornalista Brenda Fucuta: para você eu nunca vou dizer tchau, adeus ou algo equivalente...Pra você eu digo OI sempre, com o melhor sorriso que eu conseguir dar!
Ah, e obrigada! Muito obrigada! Por quê? Por deixar eu perceber que eu não sou mais a Broken Hearted Girl que eu julgava ser. Eu continuo a ser a guria que ri e faz rir aonde quer que vá. E você? Idem. Foi bom descobrir que ainda te faço rir :D


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