6 de novembro de 2013

SOBRE UNIDADE



Os homens não prestam.
Os homens são todos iguais.

As mulheres não prestam.
As mulheres são todas iguais.

Isto não é uma afirmação.
É um convite a reflexão, apenas.

Uma experiência ruim não pode colocar as próximas a perder.
Somos seres únicos. 
Podemos ter alguma semelhança física, mas no fim das contas somos todos diferentes.

Cada um traz consigo o seu fardo, a sua história, as suas alegrias e suas culpas.

Não acho justo ser julgada e punida por algo que a Maria fez. Assim como não posso julgar o João por uma mancada que o Pedro deu.

Essa mania inevitável de trazer para o presente as mágoas do passado é o pior tipo de sabotagem que pode ocorrer com alguém. 

Como ser livre, leve e solto se a todo momento você se coloca em uma prisão invisível? 
Como ser feliz se a todo momento você espera pelo pior do outro, por melhor que as coisas
estejam? É justo consigo? É justo com o outro?

Às vezes a mágoa é tão profunda que não percebemos os muros que construímos ao nosso redor. E talvez sejam esses muros que impedem pessoas bacanas de se aproximar. Porque
semelhante atrai semelhante. E no final você colhe tudo o que semeou.

Então plante amor. 
Quando falo amor, não digo o único amor que a sociedade parece conhecer, que é o amor carnal e heterossexual.

Digo amor por si mesmo.
Cuide de si com mais carinho.
Saiba se fazer feliz.
Porque só quem sabe ser feliz sozinho saberá fazer outras pessoas felizes. 

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