3 de fevereiro de 2014

EM UM FIM DE TARDE DE VERÃO


As pessoas superestimam o verão.

É a estação ideal para ir à praia (se você não tiver a obrigação de trabalhar em janeiro, é claro).

É a estação ideal para se apaixonar (se estiver solteiro e principalmente se suportar ficar junto de alguém com o calor infernal que anda fazendo nos últimos dias).

Em um verãp em que tinha de voltar ao trabalho e estava solteira, houve um feriado. 
25 de janeiro, aniversário de São Paulo.

Houve um encontro. Não era nada de extraordinário, uma visita ao Zoológico e eu já havia te dito que só seríamos amigos (e como meus argumentos foram pífios e como um bom taurino, você é teimoso, você me ignorou).

Só não imaginava que o encontro ia ser tão divertido como foi. 

Primeiro que nada me deixa mais feliz do que ficar ao ar livre e longe de telefones implorando para serem atendidos.

Segundo porque sua companhia é muito agradável e sempre que podia, você me fazia rir que nem trouxa.

Terceiro porque caiu uma tempestade. Ignorando os avisos de raios e árvores que poderiam cair e fomos tomar banho de chuva. Eu pulava nas poças de água limpa e chutava água em você (porque lembro que você pôs uma capa de chuva para me acompanhar hahaha).

Foi um dia que superou minhas expectativas, afinal.

Na hora da despedida, eu te disse:

- Obrigada por tudo, acho que foi um dos dias em que valeu a pena viver, fazer parte deste mundo. Você me respondeu, sorrindo:

- Eu posso te dar todos os dias felizes que você quiser.

(Entrelinhas ficava claro que bastava eu dizer "sim". Mas eu não sabia das coisas que sei hoje. Então te expulsei da minha vida a contagotas por não saber lidar com a situação. Por não saber se eu poderia te dar o que você sempre mereceu. De qualquer forma, as lembranças daquela tarde ainda vivem comigo. E em certos momentos gosto de voltar aquele passado.

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