28 de março de 2015

UMA BREVE E FRUSTRANTE HISTÓRIA DE AMOR



Era uma vez um homem e uma mulher dentre tantos milhões deste mundo.
Podiam ser dois homens?
Podia!

Podiam ser duas mulheres?
Podia!

Mas essa história em especial trata-se de um homem e uma mulher.
Uma mulher que se conhece muito bem.
E um homem que ainda luta contra si mesmo para atingir o mesmo grau de conhecimento.

Ela buscava um companheiro.
Ele buscava uma conquista.

Ele parecia iluminar-se ao vê-la sempre que a via chegar.
Ela percebeu o olhar ardido e a partir daí começou a nascer uma centelha de esperança.

Os dois perceberam que já não podiam ficar longe um do outro, mas como faz parte do jogo, negavam solenemente quando alguém perguntava algo.

Podia ser verdade.
Podia ser mentira.

Os boatos acendiam a esperança de um final feliz no coração dela.
Os boatos iluminavam o ego que ele fingia manter sob controle.

Os amigos mais próximos gostariam de vê-los juntos, mas como um casal.
De fato, eles formavam um lindo casal quando estavam juntos.

Então em um dia qualquer, eles decidiram de comum acordo que iriam namorar.

E sabe-se lá porquê, aquela afinidade dos primeiros dias de amizade evaporou.
Se eles passavam boa parte do tempo juntos, passaram a ficar separados.

O que os unia, passou a separar.

Então não havia amor?
Deveria haver.
Havia expectativa, disso eu tenho certeza.

Ela queria se sentir amada, segura, protegida.
Não há nada de errado nisso.
Todos querem, mas ninguém admite que é isso que todo mundo quer, vamos aos fatos!

E ele?
Talvez ele gostasse da ideia de ter uma namorada linda, sexy e divertida. 
Quem não gostaria?

Mas gostar não é suficiente. 
É preciso lutar para a relação dar certo.
Só a ideia de namorar não faz uma relação vingar.

E a relação naufragou.
A amizade, idem.

Ele continua procurando respostas para descobrir afinal qual é o seu lugar no mundo.
Ela não procura respostas, porque já as tem.
Ela procura por coragem em uma multidão de olhares vazios.

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