No início da adolescência, lembro que era apegada às minhas bijouterias.
E um dia, muito infeliz por sinal, meu irmão insistiu para irmos jogar bola num campinho perto de casa.
Eu fui. E esqueci de tirar uma gargantilha de continhas pretas e pingente de estrelinha que usava.
Adivinhe: - perdi a gargantilha durante o bate-bola.
Ao voltar para casa e colocar a mão no pescoço, quedê gargantilha?
Daí voltei no campinho e fiquei procurando que nem tonta, mas não achei.
Fiquei muito desapontada, na época.
Foi nesse momento que desapeguei de bijouterias.
Desapego num nível que, se usava uma pulseira, era porque alguma amiga ou minha mãe me davam.
Brincos, idem.
Quando tinha uma festa para ir, para desgosto de minha mãe, recorria ao arsenal dela.
Ela emprestava, mas temerosa de que seus estimados adornos não voltassem mais para casa.
O tempo passou e uma vez ganhei um relógio da minha madrinha.
Um Champion prateado.
E desde julho de 2003, o meu pulso esquerdo carrega um relógio.
Usar relógio nos dias de hoje é uma coisa meio vintage, retrô, afinal, os celulares tem relógio.
Tem gente que não gosta de usar relógio.
Mas eu gosto. Para ter noção de quanto estou atrasada.
Houve uma época da minha vida que não usava brincos. Houve épocas da minha vida que, sem brincos me sentia nua.
Atualmente, uso brincos. Que Rôsinha me deu.
Voltando ao apego, posso citar as coisas que não posso ficar sem:
- sombra dourada;
- colônia;
- revistas;
- relógio;
- celular.
Tire alguns desses itens de minha vida, e verá uma pessoa perdida em sua frente.
(as revistas, houve épocas de minha vida que fiquei sem grana, e me resignei em ficar sem elas, admito)
Dia desses esqueci a marmita em casa. Fiquei meio chateada, mas fiquei aliviada. Antes a marmita do que o celular, não é verdade?

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