(FONTE:SXC)
" Eles sempre vão ser nossos. E nós sempre vamos ser uma parte da vida deles. Parte que eles lembram suspirando, diga-se de passagem, só não admitem!"
Nunca pensei que eu fosse dizer isso, mas eu disse. Quando a Lia se referiu ao "desgraçado" como se ainda fosse seu. Acho que ainda é. Ou nunca deixou de ser.
Poderia ser?
Talvez sim. Talvez não.
Quanto Lia e Dê se dedicariam a isso? Entenda-se pertencer um ao outro e parar de disfarçar suas verdadeiras intenções.
Deixemos essa resposta para o futuro, até porque Lia é uma guria bem- resolvida.
Falemos de mim. Sou covarde demais para ser como Lia. Quando chega no ápice da situação, da raiva, de decidir, eu me recolho à minha insignificância. Penso que meu tempo é precioso demais para perder com gente que não me merece. E nessas de " me dar valor " fico pensando: - valeria a pena virar a mesa no que diz respeito ao meu coração?
Ou é mais seguro varrer as minhas decepções para debaixo do tapete?
Me corrigindo: talvez eu não seja covarde. Talvez seja orgulhosa. Talvez seja um pouco dos dois.

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