19 de outubro de 2012

DAS COBRANÇAS QUE A GENTE RECEBE...MAS EU FINJO QUE NÃO





Eu li um chick lit chamado "Qual seu número?" onde a mãe de Delilah, a protagonista do romance, que cobrava um namorado da filha que chegava aos 30 solteira. E a própria Delilah se cobrava e se culpava por ter uma média de parceiros sexuais acima da média publicada pelo New York Times (ou Post).

Li um outro romance antes desse chamado "Sobre homens e lagostas" da Liz Gilbert. E a protagonista, Ruth, era cobrada para sair da ilha onde vivia apenas por ser herdeira de um milionário. Mas ela parecia não surtar. Ela apenas empurrava com a barriga e ia levando a vida.

Nunca conversei com meus amigos sobre cobrança. Afinal, os homens recebem algum tipo de cobrança? Citei acima duas mulheres que se cobravam ou eram cobradas a adotar uma conduta que se encaixava nos padrões da sociedade. Mas por que se encaixar, afinal?

Minha mãe biológica cobra que eu não namoro. Mas como eu a vejo de vez em quando não tem como sentir o peso da cobrança. Minha mãe adotiva vigia meu peso. De uns tempos para cá ela reclama que engordei. 

E devem existir outras mães que cobram outras coisas das suas filhas por aí. Por isso não considero tudo um fardo pesado demais de se carregar. Existem coisas mais urgentes exigindo minha atenção neste momento. E perder 5 kg poderia ser bom, admito, mas acredito que não seria suficiente para acalmar minha personalidade inquieta. 

Fora de casa as pessoas me cobram namorado, uma carreira bem-sucedida, um corpo perfeito...E elas vão continuar cobrando, porque eu trabalho, eu pago impostos, eu voto, eu cumpro com meus deveres. O resto eu acho que eu posso decidir sozinha, não posso?



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