8 de maio de 2013

QUE MEDO, BRASIL!!!???


“As pessoas mais próximas projetam as coisas delas em você, têm medo por você”
MOTTER, Juliana a dona da doceria Maria Brigadeiro

Esses dias lendo a edição de abr/2013 da revista TPM me deparei com essa frase da Juliana Motter. (Abençoada seja por ter desistido do jornalismo, porque os brigadeiros dela são sensacionais). Me identifiquei porque eu já conheci esse "medo". Um exemplo fútil é meu corte de cabelo joãozinho. 

Quando manifestava a vontade de cortar o cabelo ondulado até a cintura, ouvia muxoxos, "nãos" ensandecidos e até algumas grosserias: comentei com um guri que eu ficava em meados de 2009 sobre esse meu desejo e ele disse que não ia combinar comigo porque eu tenho o rosto redondo. 

Então em 2011 saí de casa sem rumo, entrei em um salão qualquer e pedi para cortar. Horas depois cheguei em casa com o cabelo curto e minha mãe foi às lágrimas. E eu fiquei muito satisfeita. Por ter cortado o cabelo. Por ter desafiado todo mundo que me advertia. Por que eu precisava da aprovação de todo mundo para fazer um "fucking" corte de cabelo? 

A ironia da coisa é que depois que cortei o cabelo passei a fazer um sucesso inacreditável. E sempre escuto que super combino com esse estilo. Valeu a pena a ousadia.

Atualmente ando refletindo sobre outros tipos de ousadia. Quando a Juliana disse que as pessoas tem medo por você, ela queria desistir do jornalismo e investir na sua doceria. Ninguém aprovava. Mas ela foi em frente. Para ler a história dela clique aqui.

Estou aproveitando essa alteração de rotina onde estou terminando um freela intenso e imenso para pensar sobre trabalho. Eu gosto de trabalhar. Preciso ganhar dinheiro, porque afinal as contas não param de chegar. Quero comprar meus livros e revistas, ir em restaurantes maneiros, etc.

Preciso mesmo sair de casa para ganhar R$4,00 por hora, enfrentando trânsito, tendo como colaboradores pessoas que apesar do nome não colaboram em nada, apenas atrapalham e superiores que cobram resultados mas não oferecem condições para tal? Preciso tratar meus subordinados como se eles fossem meus inimigos? Preciso trabalhar com pessoas que não respeitam minhas opiniões profissionais e quando entramos no âmbito das opiniões pessoais ainda me chamam de louca?

NÃO. Eu não preciso. Tenho alguns planos, mas ainda são borrões. Não calculei as variáveis de ser bem sucedida ou não, mas eu vou tentar. E sei que quando fizer essas tentativas, algumas pessoas que gostam de mim podem ficar com medo por mim. Gostaria de registrar que eu já tenho medo suficiente. 

Não idealizem nada por mim porque se me conhecem bem sabem que sou estúpida e vou acabar dando corte. (Se tem uma coisa que defendo com força é minha opinião). Me deixem bolar meus planos em paz. Porque eu tô com medo, mas vou com medo, frio na barriga e o que tiver por vir, mesmo.

PS: não tem hora melhor para arriscar do que agora =D










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