Você conhece uma pessoa autoritária quando ela menciona em demasia essas duas palavrinhas: sempre e nunca. E eu sou dessas pessoas autoritárias, centralizadoras, que gosta de ver tudo sob controle, que não abre mão de um naco de poder, como diria a Ana Paula Padrão em um artigo para a revista Lola sobre delegar funções.
Essa introdução toda é para dizer que sempre que pude fiz as coisas acontecerem da melhor maneira que eu conseguia naquele momento. Sacrificava minutos, horas e dias de descanso e sono sempre.
Nunca fingi que não percebia falhas, deslizes. Nunca prejudiquei ninguém para escapar impune. Buscava conciliar e solucionar, não salvar a minha pele e fritar a do outro, se isso garantisse minha credibilidade. Aliás, salvei a pele do outro e me queimava, sem pensar. Me doava para garantir que tudo desse certo.
Estou dizendo isso porque passamos tanto tempo lado a lado e você não aprendeu nada! Seria eu má professora? Ou seria você um mau aluno?
Ainda dá tempo de aprender: diga a verdade. É mais doído, mas é eficaz. E diga do jeito certo: com cuidado e com uma solução na manga. Não tenha medo de conflito. Aliás, não tenha medo. E sempre se prepare para o pior.

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