Sábado, 01 de setembro de 2012. Estava indo à feira, como de costume. Sol a pino. Trânsito caótico. Aguardo para atravessar no cruzamento da Av. Jardim Japão com a Av, Roland Garros (detalhe: aqui na região todos pronunciam o nome como se escreve, tá). O semáforo demora para abrir para os pedestres. Então eu me sento numa muretinha que tem junto ao posto de gasolina. E vejo os carros passarem. E vejo um ônibus tentando manobrar num espaço minúsculo para entrar na Roland Garros e seguir seu curso, rumo ao Parque Edu Chaves. E vejo um cara num Sandero prata insultar o motorista do coletivo porque este sinalizou para que ele desse ré, caso não quisesse avarias no seu carro. Também vejo um carro preto fechar um motociclista. Um segundo a mais ou a menos e haveria um acidente ali, sem dúvidas. E fiquei me perguntando porque as pessoas tem tanta pressa e tanta raiva, afinal? E por que elas parecem tão surpresas com a péssima qualidade do trânsito na região?
Elas sabem que as vias são estreitas, elas sabem que a feira atrapalha o trânsito. Ou então fingem que não sabem. Elas tratam o veículo ao lado, a frente ou atrás como inimigos em potencial. Acho preocupante ver tanta gente destemperada atrás dos volantes, sério. Chegando cedo ou tarde em seus compromissos, não seria interessante que chegassem em segurança, sãos e salvos?
E o que dizer dos pedestres? Custa esperar dois minutos para atravessar no sinal verde? Realmente vai fazer diferença aqueles dois minutos esperando a sua vez? De que adianta os gadgets evoluirem se os homens e a sua pressa/imediatismo involuem a cada dia que passa?
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Todo sábado eu também vou ao mercado comprar as coisinhas básicas para uma semana: leite, pão, ovos, iogurte, alguns produtos de limpeza. E ao passar minhas compras no caixa flagrei uma ligeira discussão. A cliente retrucava que o segurança não poderia chamar a atenção do cliente. O segurança por sua vez nada falava, mas virou as costas indo em direção ao fundo da loja e mandou a cliente para o inferno. Nunca vou saber porque ambos se exaltaram. Mas penso que o segurança no mínimo poderia ter sido mais educado, o que quer que a mulher tenha feito de grave. Foi duma indelicadeza terrível insultá-la. E duma covardia xingá-la por trás, sem direito de resposta. E mais grave ainda: um homem com tamanho destempero assim, que xinga numa situação banal estaria preparado para lidar com uma situação-limite? Suspeito que não.
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Apressadas. Irritadas. Sensíveis e paradoxalmente agressivas. Estas são as pessoas de hoje. Pessoas que não falam olhando nos olhos. Elas olham em seus smartphones as últimas atualizações do facebook, por exemplo. Eu também sou assim. E não acho isso bonito. Mas eu quero mudar.
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