29 de agosto de 2012

RENÚNCIA.COVARDIA


Ao contrário do que diz a imagem acima, eu tenho muito a perder. Na verdade, eu já perdi faz tempo. Eu joguei a toalha. Me chame de covarde, se quiser. Mas eu tô abrindo mão. Renunciando. Desistindo. Indo embora. Levando toda a dor de um coração partido comigo.
Toda a expectativa surda do que poderia ter sido e não foi. É decepcionante demais, você não faz ideia. Eu não quero que você faça ideia. 

E você é tão covarde quanto eu. Porque nem pergunta porque eu desisti tão fácil. É capaz de insinuar que eu nem queria mesmo. Mas eu queria. Eu sou cheia de vontade, meu bem, não sei se você percebeu. Mesmo adorando você. Derretendo a cada sorriso que você me dá. Eu não posso ficar ao seu lado. Nem posso tirar de você tudo o que já conquistou até aqui. Porque o meu mundo é outro. E é um lugar onde você ainda não pode estar. Perdoe a arrogância. Você ainda não está pronto. E eu vou embora, o seu cheiro ainda mora em meus pulmões. Sempre vai morar. E dói. Mas não mata. Fortalece.

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