Impossível não pensar nos versos dessa música do Chico Buarque. Afinal, todo dia eu acordo às seis da manhã, me arrumo e vou lá começar os rounds (é assim que defino minha ida
ao trabalho, já que agora eu pego TRÊS ônibus para chegar a Vila Ema.
Chover no molhado falar da lástima do transporte público. É ruim e ponto final.
A pauta de hoje é o cotidiano, como diz o título do post. Eu vivo ligada no piloto automático: - todo dia fazendo as mesmas coisas em casa ou no trabalho.
Lendo os mesmos blogs, as mesmas revistas (só mudam as edições), ouvindo as mesmas músicas. Por que é tão difícil sair da zona de conforto, afinal? Pior: a negligência com que trato os meus assuntos pessoais. Sempre deixo para "amanhã".Daí o amanhã se transforma em "semana que vem", que se transforma em "mês que vem", que obviamente se transforma em "ano que vem".
E eu sinceramente me pergunto por que cargas d'água eu deixei de fazer coisas que só iam beneficiar única e exclusivamente eu mesma.
A negligência também passa pela atividade física, afinal, quem se anima a fazer qualquer coisa depois de andar em cinco ônibus, ter acordado as seis da matina e saído do trampo às 18h30? Alimentação? Deus sabe que me esforço para comer frutas, não beliscar, colocar mais fibras e vegetais na alimentação, porém...Sempre rola um deslize.E uma culpa.
Quando deixar de ser da turma do " deixa pra amanhã " e passar para a turma do " tomarei as medidas necessárias? "
Mistério.
O cotidiano também mata os nossos objetivos a longo prazo. Afinal, cansada, como você pode ter um insight? Ou colocar aquele plano em prática?
De que adianta ser competente no trabalho se a sua vida fora do escritório é meio caótica?
Aliás, ser bem-sucedido demais em uma área pode indicar deficiência em outros setores.Exemplo: aquele aluno melhor da classe talvez tenha uma estrutura familiar mais ou menos, e nos estudos ele encontra uma brecha para mostrar que tem controle sobre algo na vida dele. Eu sei que todo dia é uma batalha diária contra o meu cansaço.
Ora eu ganho, ora eu perco.Jogar a toalha, jamais.
***
Li em algum lugar que a geração Y não se importa com carteira assinada e não pretende ficar no mesmo cargo a vida toda. Até aí OK.
Eu sou dessa geração Y.Convivo com pessoas da geração Y. E BUSCAMOS estabilidade profissional, e nossos pais nos ensinaram que carteira assinada é um direito do trabalhador,
um benefício e mais que isso, um sinal positivo de que nosso ganha-pão oferece estabilidade.
A pergunta é: - onde está a geração Y que não se interessa por carteira assinada?
Peace out.
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