14 de julho de 2011

COTIDIANO

"Todo dia ela faz tudo sempre igual"...
Impossível não pensar nos versos dessa música do Chico Buarque. Afinal, todo dia eu acordo às seis da manhã, me arrumo e vou lá começar os rounds (é assim que defino minha ida
ao trabalho, já que agora eu pego TRÊS ônibus para chegar a Vila Ema.
Chover no molhado falar da lástima do transporte público. É ruim e ponto final.


A pauta de hoje é o cotidiano, como diz o título do post. Eu vivo ligada no piloto automático: - todo dia fazendo as mesmas coisas em casa ou no trabalho.
Lendo os mesmos blogs, as mesmas revistas (só mudam as edições), ouvindo as mesmas músicas. Por que é tão difícil sair da zona de conforto, afinal? Pior: a negligência com que trato os meus assuntos pessoais. Sempre deixo para "amanhã".Daí o amanhã se transforma em "semana que vem", que se transforma em "mês que vem", que obviamente se transforma em "ano que vem".


E eu sinceramente me pergunto por que cargas d'água eu deixei de fazer coisas que só iam beneficiar única e exclusivamente eu mesma.
A negligência também passa pela atividade física, afinal, quem se anima a fazer qualquer coisa depois de andar em cinco ônibus, ter acordado as seis da matina e saído do trampo às 18h30? Alimentação? Deus sabe que me esforço para comer frutas, não beliscar, colocar mais fibras e vegetais na alimentação, porém...Sempre rola um deslize.E uma culpa.
Quando deixar de ser da turma do " deixa pra amanhã " e passar para a turma do " tomarei as medidas necessárias? "


Mistério.
O cotidiano também mata os nossos objetivos a longo prazo. Afinal, cansada, como você pode ter um insight? Ou colocar aquele plano em prática?
De que adianta ser competente no trabalho se a sua vida fora do escritório é  meio caótica?
Aliás, ser bem-sucedido demais em uma área pode indicar deficiência em outros setores.Exemplo: aquele aluno melhor da classe talvez tenha uma estrutura familiar mais ou menos, e nos estudos ele encontra uma brecha para mostrar que tem controle sobre algo na vida dele. Eu sei que todo dia é uma batalha diária contra o meu cansaço.
Ora eu ganho, ora eu perco.Jogar a toalha, jamais.

***

Li em algum lugar que a geração Y não se importa com carteira assinada e não pretende ficar no mesmo cargo a vida toda. Até aí OK.
Eu sou dessa geração Y.Convivo com pessoas da geração Y. E BUSCAMOS estabilidade profissional, e nossos pais nos ensinaram que carteira assinada é um direito do trabalhador,
um benefício e mais que isso, um sinal positivo de que nosso ganha-pão oferece estabilidade.
A pergunta é: - onde está a geração Y que não se interessa por carteira assinada?

Peace out.

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