Os sentimentos todos confusos e a única certeza de que já não tinha mais certeza de nada.
Notou que já não ficava mais tão feliz quando ele a abraçava, beijava sua boca ou suas mãos.
Ela percebeu que ele não levava em consideração as opiniões e sentimentos dela.Apenas o que ele sentia era levado em conta.
Tal constatação doeu tanto quanto um tapa na cara. Indignada, dizia para si mesma: - o que te faz pensar que eu quero namorar com você?
O que te faz pensar que EU quero me envolver agora?
Tal constatação doeu tanto quanto um tapa na cara. Indignada, dizia para si mesma: - o que te faz pensar que eu quero namorar com você?
O que te faz pensar que EU quero me envolver agora?
Gostaria de chorar, ou gritar até não poder mais, mas a cabeça trabalhava rápido, tentando encontrar as razões de ele não se interessar mais por ela.Era mais uma decepção à vista.
Nunca dissera que estava a fim de namoro.Nem que não estava, mas suas atitudes não denunciavam a vontade de estar em um relacionamento sério, por isso todo o discurso defensivo dele de: "não quero e não posso me envolver agora", mas podia envolvê-la e
seduzi-la. Abraçá-la. Beijá-la.
Quando pensava nisso, se sentia mais triste ainda.Se sentia uma idiota da qual ele podia se aproveitar sempre que queria carinho. E ao longo do tempo, ele podia conhecer outra menina.Se envolver.
E ela ficaria ainda mais arrasada.Pois o que torna a outra menina mais namorável que ela, afinal? Afinal, o que diabos ela queria dele? Nem ela sabia, constatou envergonhada.
Mas sabia que queria ficar em paz, sentir-se realizada. Precisava ficar forte.Precisava de um café forte.Ler seus e-mails. Respirar.
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