Antes marcávamos festinhas de aniversário. Nossas amigas mais endinheiradas marcavam viagens a Disney. A prova de que o tempo passa começa quando começamos a marcar
casamentos. Ah, você ainda não é casada? Aliás, nem namorado você tem?
É, infelizmente as pessoas reparam.Por que diabos as pessoas reparam sempre no que não devem?
Quando eu me formei, tirando minha mãe e meus amigos, ninguém deu muita bola pelo fato de eu ter concluído o ensino superior, mas no dia que eu troquei os óculos por lentes de contato, GERAL notou!
O fato de eu e meus amigos Supernova (Ana, Pri e Dú) sermos autores de dois livros (ainda não publicados) parece não importar muito, mas todo mundo leva em consideração coisas irrelevantes como nossa vida pessoal, por exemplo. (Só um adendo: nossos ex-professores e colegas de classe curtiram, e senão estiverem nos iludindo, curtiram muito o projeto). Eu fiquei incomodada quando uma amiga próxima chegou na minha mãe e disse que "de dependesse de mim, eu nunca teria filhos".
Será que eu vou ter que comprar um gato para cada pessoa que repara nos quilos que eu engordo/emagreço, na minha vida pessoal em "stand by", e etc?
Ou será que incomoda tanto ir contra as convenções sociais? Quem falou que só é feliz quem casa e tem filhos? Ou quem é magro e bonito?
A angústia, o medo, as contas no fim do mês, o frio na barriga, o nó na garganta estão aí para todos.Sejam eles casados ou solteiros. Um casamento, filhos para criar e casa para dar conta não é um ideal de felicidade.Ou um programa de milhagens que te coloca a frente da
sociedade. Assim como uma boa formação acadêmica e reconhecimento profissional, um carro novo, um apartamento, um Iphone também não te faz melhor, nem pior.Claro que se você tiver a formação acadêmica, reconhecimento profissional você está numa ótima.E os bens materiais são só reflexo disso.O mesmo vale para o combo casamento/filhos.
Às vezes, a gente tem de parar por um minuto e pensar nos seus valores. De verdade mesmo.E fazer aquela pergunta do comercial do Pão de Açúcar: - o que faz você feliz?
Não adianta a sua tia chegar em você e dizer que é bom casar com um homem rico, por exemplo.Ou seu pai dizer que o melhor é você batalhar um emprego em concursos públicos.Essa é a ideia de felicidade DELES. Não a sua.(Se for a sua também, malz ae).
O que quero dizer é que você tem de pensar honestamente no que te faria feliz.Você ficaria feliz se fizesse uma faculdade agora?Ou ficaria feliz se pudesse viajar para a Índia, por exemplo?
Os seus planos são coisas básicas ou tem o poder de causar abalos sísmicos na sua família ou entre seus amigos? E mesmo que cause um abalo sísmico ou nem abale as estruturas, não vale a pena arriscar só pra sair da zona de conforto e conhecer uma faceta sua que você nem sabia que existia?
Para que a pressa em casar se você está superfeliz curtindo suas baladas, viajando, sem maiores preocupações?
Para que fazer a faculdade se você tem jeito para ser empreendedor ou é autodidata?
Para que se desesperar por não ter um carro, se você sabe que o dinheiro que você gasta com seguro, combustível e as parcelas do dito-cujo você pode pagar táxi por vinte anos, se panz (isso é verdade e foi matéria de um jornal há algum tempo)?E mesmo que você queira o carro, por que não buscar o melhor meio de se aproximar do seu objeto de desejo?
Quanto a casamento...Não fique se cobrando e deixe a vida de surpreender, sem pressa.Melhor do que se casar, é viver incríveis histórias de amor (como estou solteira é meio óbvio que puxarei a sardinha para o meu lado).
A gente pode ser muito feliz, desde que a gente respeite o nosso tempo e as nossas escolhas.E principalmente, saiba reconhecer com honestidade seus valores, suas certezas e suas escolhas (redundância proposital).
Não importa o que você tenha. O seu estado cívil. Ou o que você faça. Ninguém pode te pôr pra baixo sem a sua permissão, ok?
(Don't be a drag, just be a queen!)
Nenhum comentário:
Postar um comentário