Um adendo: uma tentativa de voltar aos posts sérios, por assim dizer.
Eu quero entender afinal o que pode tornar um dia feliz?Ou não?
Se tudo der certo, eu vou ficar tranqüila.
Se tudo der errado, eu vou ficar desapontada?
Vou achar o mundo injusto?
Pôr a culpa em alguém?
Se eu brigar com minha mãe, meu pai, meu irmão (ou com toda a família de uma vez, como já aconteceu), com meus amigos, eu sei que vou ficar triste, talvez ache que a culpa seja toda minha. Ou toda deles. Ou que todos estão paradoxalmente certos e errados.Serei eu madura para entender que nem todo mal é definitivo?
E o conflito e a crise é para encontrar uma solução?
A alegria e a tristeza fazem parte da nossa vida. Se eu pudesse escolher, todos os dias seriam de alegria. Eu posso escolher, e quero sim que todos os dias sejam de alegria.
Hoje eu entendo coisas que há alguns anos pareciam impossíveis de entender.
Entendo que se meus pais diziam não a algum pedido meu, com certeza não era um boicote ou falta de amor, como eu pensava.
Entendo que todas as brigas que tive com meu irmão, foram por motivos tolinhos.
E passava-se cinco minutos e lá estávamos nós, grudados no sofá vendo televisão.
Se eu briguei com alguns amigos, a cabeça esfriou, o tempo passou e nos mostrou se valia à pena seguir adiante.
Quanto aos amores?
Os que eu deixei, e os que me deixaram, foram porque o amor acabou. Simples assim.
E não há culpa. Não da minha parte. (se você é meu ex e lê este blog, vejamos: se eu te deixei, não me culpe).
Alegria tem muito a ver com liberdade.
Afinal, se a sua alegria depender de falar ou fazer o que quiser, você vai precisar (e provavelmente não vai encontrar) toda a liberdade que precisa.
Fazer o que quiser é tão apaixonante. Mas não funciona neste mundo. E você vai deixar de ser feliz por isso? (Por favor, responda que não). Gente alegre e feliz demais irrita, também.
Porque simplesmente você não acredita em tanta alegria em todos os 365 dias do ano. Minha ideia de felicidade hoje é essa: - acordar, ir ao trabalho, tomar o café com leite de
sempre, conseguir executar o que me pedem (e o que eu não consigo eu já explico logo
porque não deu certo e parto para a próxima), encontrar internet e telefone funcionando,
voltar para casa, saber que todos estão bem, pensar e executar meus planos paralelos,
sair de vez em quando com os amigos, comprar minhas revistas de menina, e recentemente,
as de negócios, comprar livros, bater papo com minha mãe no fim do dia, ouvir música...
Nada muito ambicioso.
E levando em consideração que minha vida está desse jeitinho que acabei de descrever,
sim, eu sou uma pessoa feliz. Tá certo que às vezes me tiram do sério, mas eu sempre volto à programação normal. Alguns conhecidos meus falam que eu deveria ter um namorado e talz, mas...de 2005 até o início de 2010 não consigo me lembrar de ter um período sozinha. Estava sempre enrolada. E decidi que eu preciso aprender a ser feliz sozinha. Porque, se você aprender a arte de ser feliz sozinho, certeza que você vai saber fazer outra pessoa feliz.
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