Vamos aos fatos:
Estavámos rindo do tiozinho da C.O que estava muito encantado com meus atributos físicos, quando nos lembramos de uma frase da espirituosa Monique, que se casou recentemente:
- Eu já queimei as duas chances que eu tinha de ser rica: - a primeira, quando nasci e a segunda, agora que casei, mas eu não largo meu fofucho por nada desse mundo, ainda mais agora que ele foi aprovado no concurso do TJ.
Daí eu me lembrei de outra chegada, que se diz feliz no casamento, mas se vier a se separar e casar de novo, só se for por interesse.
Minha dúvida é se alguém sinceramente conseguiria ser feliz em uma relação que visa apenas os fins financeiros?
Óbvio que existe gente assim, estamos fartos e cínicos de ver isso todos os dias, seja uma das partes sincera e a outra cheia de segundas intenções, ou então é o clássico golpe da barriga. Não importa. Não vislumbro felicidade em uma relação assim. Se em um relacionamento em que ambas as partes querem estar junto, felizes e apaixonados já surgem conflitos, imagine em uma união por conveniência.
Há algum tempo atrás não era assim.A gente (mulheres) não tinha o direito de escolher o nosso companheiro, por assim dizer.Escolhiam pela gente.E sabe se lá porque, nem sempre
nossas escolhas agradavam nossos pais.Mas enfim. Eu poderia discursar horas sobre a mania imbecil que todo mundo tem de idealizar o/a parceiro/a.
Idealizar é: achar que o outro sempre tem de dar o sangue, ser a prova de falhas, estar sempre muito aí para você, mas na prática é tudo diferente.Voltando ao motivo deste post:
É obvio que um parceiro/a com grana é muito mais cômodo e confortável, mas a grana não pode ser a base dessa união.Se a grana acabar, vai fazer o quê? Sair fora, como quem sai de uma empresa que acaba de quebrar?
Eu já estive a lado de um cara que tinha grana, vivia trocando de carro, comprando imóveis e...Sim era muito confortável, sim era muito bom sair desfilando em carro novo, receber presentes legais, ir em lugares para poucos e bons, mas...
O namoro acabou e eu fui convidada a me recolher a minha insignificância, como diria Severino Cavalcanti. Ficar sem as mordomias foi tranquilo, no final de tudo.
Quando estava com ele eu percebia uma certa arrogância da parte dele porque nas palavras dele "eu podia me matar de estudar e nem chegar perto daquilo que ele conquistou com o trabalho dele e quase nada de estudo".Ouvir isso era muito humilhante.Parecia que ele queria me dar o recibo de loser. A parte ingênua de mim quer acreditar que ele só dizia para se autoafirmar. O ideal é um relacionamento em que ambos os envolvidos estejam na mesma situação, do mesmo lado.Ou mesmo que estejam em momentos diferentes, que tenham maturidade para reconhecer que nada é definitivo. Como diz a propaganda do Bradesco Seguros, vai que...
Continua...
Estavámos rindo do tiozinho da C.O que estava muito encantado com meus atributos físicos, quando nos lembramos de uma frase da espirituosa Monique, que se casou recentemente:
- Eu já queimei as duas chances que eu tinha de ser rica: - a primeira, quando nasci e a segunda, agora que casei, mas eu não largo meu fofucho por nada desse mundo, ainda mais agora que ele foi aprovado no concurso do TJ.
Daí eu me lembrei de outra chegada, que se diz feliz no casamento, mas se vier a se separar e casar de novo, só se for por interesse.
Minha dúvida é se alguém sinceramente conseguiria ser feliz em uma relação que visa apenas os fins financeiros?
Óbvio que existe gente assim, estamos fartos e cínicos de ver isso todos os dias, seja uma das partes sincera e a outra cheia de segundas intenções, ou então é o clássico golpe da barriga. Não importa. Não vislumbro felicidade em uma relação assim. Se em um relacionamento em que ambas as partes querem estar junto, felizes e apaixonados já surgem conflitos, imagine em uma união por conveniência.
Há algum tempo atrás não era assim.A gente (mulheres) não tinha o direito de escolher o nosso companheiro, por assim dizer.Escolhiam pela gente.E sabe se lá porque, nem sempre
nossas escolhas agradavam nossos pais.Mas enfim. Eu poderia discursar horas sobre a mania imbecil que todo mundo tem de idealizar o/a parceiro/a.
Idealizar é: achar que o outro sempre tem de dar o sangue, ser a prova de falhas, estar sempre muito aí para você, mas na prática é tudo diferente.Voltando ao motivo deste post:
É obvio que um parceiro/a com grana é muito mais cômodo e confortável, mas a grana não pode ser a base dessa união.Se a grana acabar, vai fazer o quê? Sair fora, como quem sai de uma empresa que acaba de quebrar?
Eu já estive a lado de um cara que tinha grana, vivia trocando de carro, comprando imóveis e...Sim era muito confortável, sim era muito bom sair desfilando em carro novo, receber presentes legais, ir em lugares para poucos e bons, mas...
O namoro acabou e eu fui convidada a me recolher a minha insignificância, como diria Severino Cavalcanti. Ficar sem as mordomias foi tranquilo, no final de tudo.
Quando estava com ele eu percebia uma certa arrogância da parte dele porque nas palavras dele "eu podia me matar de estudar e nem chegar perto daquilo que ele conquistou com o trabalho dele e quase nada de estudo".Ouvir isso era muito humilhante.Parecia que ele queria me dar o recibo de loser. A parte ingênua de mim quer acreditar que ele só dizia para se autoafirmar. O ideal é um relacionamento em que ambos os envolvidos estejam na mesma situação, do mesmo lado.Ou mesmo que estejam em momentos diferentes, que tenham maturidade para reconhecer que nada é definitivo. Como diz a propaganda do Bradesco Seguros, vai que...
Continua...
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